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Administração Pública

DANIEL LIMA - 15/07/2026

O prefeito Tite Campanella já conta com identidade a ser respeitada porque sem uma marca própria dificilmente qualquer prefeito fica para a posteridade ou define o terreno de aperfeiçoamentos que sucessores terão obrigação de seguir. Tite Campanella está fechando o cerco contra bandidos que pensam que São Caetano é a casa da sogra da criminalidade, principalmente sobrerrodas.

Alguns dados que constam de buscas de publicações locais e que valem muito para eventuais empreendedores que pretendem instalar bases em São Caetano demonstram com fatos e estatísticas o que a retórica populista não resistiria à avaliação.

Em roubos de veículos a queda é de 78,57% em determinados comparativos mensais. Chegou-se à marca de zero em vários meses desta temporada. Em furtos de veículos a redução é de 53,85% ou um pouco menos, dependendo do período. Roubos em geral também desabaram, com retração de 35,90% a 44% nos índices gerais de assaltos. Os casos de homicídios em São Caetano sempre foram de Primeiro Mundo e seguem como tais.

Na imaginação mais lúcida, oásis de qualidade de vida com o suporte do Estado Municipal, São Caetano jamais se desvencilharia de roubos e de furtos de veículos e também da sensação aguda de insegurança. Afinal,  a vizinhança muito menos equilibrada economicamente é tóxica e regionaliza reações sensoriais.

SEGUINDO MORANDO

Leio tudo que envolve Segurança Pública na região e no País como um todo porque entendo e as pesquisas confirmam que esse é o prato principal de um restaurante especializado em apurar a gosto do freguês interessadíssimo em viver a vida normalmente, com os percalços naturais de uma Economia que não avança consistentemente.

As pesquisas em geral colocam a Segurança Pública no topo de exigências aos candidatos presidenciais. De vez em quando é ultrapassada pelo avanço da corrupção ou pela inflação, mas está sempre entre as três primeiras questões mais sensíveis à sociedade.

O grande mérito de Tite Campanella na empreitada de Segurança Pública de São Caetano foi instaurar articulações político-administrativas com esferas mais próximas dos poderes públicos. Tite Campanella juntou-se ao ex-prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, então à frente da Secretaria de Segurança Pública da Capital, e também às instâncias decisórias do governo do Estado.

Prefeito atento ao andar da carruagem de transformações não pode mesmo perder o ponto de embarque a mudanças. Tite Campanella fez,  principalmente de Orlando Morando,  o principal espelho de atuação na área criminal.

XERIFÃO METROPOLITANO

O Xerifão metropolitano elevou o prestígio do prefeito da Capital, Ricardo Nunes, a ponto de tornar-se o principal secretário de governo. Orlando Morando revolucionou a maneira do Poder Público avaliar a secretaria que lhe foi entregue num momento em que parecia estar pronto para tirar férias da política.

Ao escolher a Secretaria de Segurança Pública, Orlando Morando deu um passo ao infinito de possibilidades na carreira pública. Tornou-se referência no setor. Quem tiver a curiosidade de pesquisar o que era a Capital do Estado na área criminal antes e depois de Orlando Morando e a correnteza de ações do Smart Sampa vai constatar o quanto é importante além de fazer, fazer com que a sociedade seja tocada pelas iniciativas. Morando colocou a Capital do Estado e a vizinhança na cara do gol de combate ao crime fora do ambiente então restrito da mídia especializada em espetáculos.

A tecnologia avançada na área, que captura bandidos há muito tempo fora das grades, e outros que inauguraram o placar criminal com delitos de ocasião, é uma das peças principais dessa tapeçaria de resultados. São Caetano conta com aparato técnico de mais de 700 câmeras. E o prefeito Tite Campanella quer muito mais.

APURANDO AÇÕES

Tite Campanella gostou tanto das medidas que quer São Caetano com uma câmera em cada cruzamento. Nada, nadinha da silva, vai escapar de olhares eletrônicos. É claro que por trás da tecnologia existe aparato humano adestrado aos combates,  principalmente ao vivo e em cores.

A tecnologia está disponível a qualquer um que queira avançar, e isso vale a todos os setores. Ainda há gente que se dedica a escrever utilizando máquinas de datilografia. Conheço alguns jornalistas que não largaram mão da velharia operacional. Minha Olivetti ou Remington, sei lá, está guardada no sótão à espera de valorização como objeto dinossáurico. Modéstia à parte, sou um exímio datilógrafo. Jamais aceitei o improviso de utilizar poucos dígitos. Não sei o que seria de minha vida sem a extensão do teclado que faço de conta ser de pianista frustrado que sou de fato.

Faço esse parêntese porque Orlando Morando poderia ter simplesmente se utilizado do aparato de tecnologia digital para exercer comodamente o cargo na Prefeitura de São Paulo.

ALÉM DAS MÁQUINAS

Mas foi mais longe. Organizou uma operação baseada também naquela pecinha acima do pescoço que muita gente subestima ou superestima sem se dar conta de que conhecimento não é um fruto qualquer de uma banca de feira-livre ou de balcão de supermercados. É preciso ralar, e ralar muito em jornadas pessoais e interações com especialistas.

Pois foi de olho no que Orlando Morando oferecia de contragolpes ao crime comum e também ao crime organizado na Capital, com repercussão midiática que só a Capital pode proporcionar, que Tite Campanella embarcou nessa jornada de enfrentamento à bandidagem.

Os resultados estão aí para provar que São Caetano está cada vez mais apurando uma simbologia que vai muito além de imagem, porque conta com a retaguarda de fatos e consolidação de cultura municipal: o mais destacado condomínio urbano de classe média do Estado de São Paulo empreende a cada dia métodos e ações de aperfeiçoamento como modelo de resiliência e aperfeiçoamento.  

As características urbanas, sociais, culturais e econômicas de São Caetano são únicas na Região Metropolitana de São Paulo e com raríssimas similaridades no País. Não se faz uma São Caetano do dia para a noite. É uma obra que avançou nos dois últimos séculos. Mas se perde uma São Caetano ao longo dos tempos se não houver dedicação plena do Poder Público. A Região Metropolitana de São Paulo é pródiga em dilapidar patrimônios sociais e culturais.

ENTORNO CAÓTICO

Para começo de conversa, os 15 quilômetros quadrados praticamente no coração geográfico de nove mil quilômetros quadrados da Grande São Paulo teriam tudo para ser exatamente a réplica miniaturizada do caótico entorno. 

O  fenômeno sociológico de São Caetano, na forma de manutenção do perfil de ocupantes ao longo de décadas, antes mesmo da separação de Santo André, é um antídoto valioso à constituição de elementos culturais que a tornam única, com qualidade e defeitos num balanço sempre favorável.

E cada vez mais parece claro que não haverá tempo futuro que contrarie o passado e o presente de qualidade de vida em diferentes modalidades. Criou-se espécie de cinturão identitário do espaço restrito com ocupação social dentro dos padrões tradicionais de classe média. A exiguidade de espaço físico é contornada aparentemente sem danos potenciais de excesso de verticalização imobiliária .

São Caetano é poderosa no sentido de que intermedeia demograficamente um padrão econômico próximo dos bairros de classe média mais badalados da Capital e jamais se dobra a moradias populares. As inconformidades são superadas ao se praticar uma simples equação de custo-benefício que leva em contra todas as vantagens condominiais e os riscos inerentes e compulsórios da metropolização espacial da Região Metropolitana mais densa do País, com 23 milhões de habitantes.

São Caetano está próxima da Capital com oferta de profissionais de várias áreas, mas está distante o suficiente para que os trabalhadores possam desfrutar de algumas vantagens tipicamente interioranas. O chamado Smart Sampa dá a São Caetano a cada dia que passa a sensação de que tudo é verdade, porque as estatísticas comprovam o que olhos humanos e eletrônicos botaram para quebrar.



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